Institucional

O Icasa (instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária) surgiu em 2006 com a finalidade de apoiar a defesa sanitária agropecuária junto a órgãos e entidades públicas e privadas, promovendo a ampliação das atividades de Estado, para valorizar a produção animal, garantir a saúde pública e a preservação do meio ambiente.

O diretor técnico da entidade, Gerson Catalan, explica que em 2002 veio para Santa Catarina a primeira missão europeia, “com a expectativa de que aprovassem o sistema catarinense de sanidade e assim obtivéssemos a certificação para poder exportar àquele mercado a carne suína. Na auditoria feita pelos inspetores foi constatado que o Estado não estava preparado para aquele objetivo e uma das questões mais relevantes foi a insuficiência física do quadro de pessoal que integrava a defesa sanitária de Santa Catarina”.

As agroindústrias interessadas naquele mercado procuraram o serviço oficial de defesa sanitária para verificar a forma de sanar essa falta de pessoal. “Após uma série de levantamentos, reuniões, etc., o serviço oficial e o Sindicarnes chegaram ao número mínimo de pessoas que deveriam integrar o sistema de defesa sanitária, relacionado ao número de médicos veterinários, pessoal administrativos, veículos, mobiliários, material de informática, etc”, diz Catalan.

Ele observa ainda que houve tentativa de viabilizar essas necessidades junto ao governo do Estado “e a conclusão a que se chegou é que o Estado não dispunha de condições financeiras para arcar com os referidos custos, em função da Lei de Responsabilidade Fiscal”.

Conquistas

“O esforço despendido pelas agroindústrias por meio do Icasa, produtor rural e do Estado, levou às conquistas de inúmeros mercados, alguns deles específicos de Santa Catarina, como Estados Unidos e Japão, por ser o único Estado da Federação Livre de Febre Aftosa sem vacinação, sendo este o requisito básico para alcançar estes mercados e outros com o mesmo nível de exigência”, enfatiza Gerson Catalan.

“Sem esta conjunção de forças Santa Catarina não estaria exportando o volume de carne suína que hoje o faz, bem como estaria participando de mercados menos exigentes e menor valor agregado no produto vendido”, explica.

Cartão de Visita

“A produção de suíno no Brasil é bem superior a sua capacidade de consumo, sendo necessária a exportação de grandes volumes para que todos os que vivem em função da suinocultura possam ter maiores ganhos, incluindo produtores e agroindústrias. A importância de mercados mais exigentes, exemplo Japão, está no preço do produto e na estabilidade do mercado. Houve-se falar com muita frequência que determinado mercado deixou de comprar carne de SC ou do Brasil, portanto, a procura é por mercados mais estáveis e de melhor remuneração do produto”, analisa o diretor técnico.

Alem do citado anteriormente, nesta página, o Japão tem importância por causa da “credibilidade que é dada aos mercados fornecedores daquele país, pois pelo nível de exigência os demais mercados passam a olhar SC com outros olhos, ou seja, passam a perceber que aqui a produção e o serviço equiparam-se aos melhores do mundo e desta forma torna-se um cartão de visita para outros mercados ou a preferência dos mercados

Origem da Entidade

A solução foi viabilizar essas necessidades através das agroindústrias, e a forma encontrada, sempre em discussão com o serviço oficial, foi de criar uma entidade, suportada financeiramente pelas agroindústrias que colocaria à disposição do Estado todo o material humano e de bens móveis e imóveis que permitisse ao Estado ter a estrutura mínima necessária e, assim, dar cobertura a toda Santa Catarina em termos de defesa sanitária.

“Dentro desta visão foi criado o Icasa, em 2006, que contou inicialmente com 119 médicos veterinários, igual número de veículo, auxiliares administrativos, computadores, impressoras, etc., ficando desta forma o Estado suprido em relação à cobertura sanitária”, acrescenta Gerson Catalan. Com o decorrer dos anos estes números foram sendo modificados, adequando-se às reais necessidades em função da colocação em prática do programa estabelecido.

“Alem do exposto em termos de investimentos, o Icasa teve muitas outras contribuições ao programa de defesa sanitária catarinense, como recursos para construção das barreiras sanitárias, contratação de consultoria europeia para orientação dos procedimentos mais adequados, recursos financeiros para elaboração de diversos softwares específicos para a defesa sanitária com a finalidade de agilizar as informações, recursos para monitorias sanitárias, outros, equipamentos, etc.”, informa o presidente do Icasa, Ricardo de Gouvêa.

Participação

A participação do Icasa abrange todo o Estado, estando presente em 80% dos municípios, prestando de escritório no atendimento aos produtores, onde inclui movimentação de animais, controles, dando suporte aos médicos veterinários oficiais nas atividades que não são especificas da função pública. A atividade dos Médicos veterinários está voltada ao atendimento às propriedades, mais aos programas preventivos nas espécies que possam trazer problemas sanitários àquelas. De acordo com a especialização da região, o trabalho é mais concentrado em determinada espécie animal.

Fonte: Noticias do Dia, Edição especial do dia 26 de julho de 2013.